segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O dia da comemoração

Sábado - 26/01

Escolhi este dia pra comemorar oficialmente o meu bday. Bom, começou todo mundo animado, uns amigos meus de antigamente iam vir, tudo muito bonito. Até ela chegar. Ela... A garrafa de Vodka.
Ela era alta, transparente e ficou uns minutos no freezer de carne. Irresistivel aos olhos de meninas ansiosas por diversão e tudo o que tiver direito. Apesar de que já é divertido, sem nada. Mas né, é a sede por dominar o mundo. Ela foi com a gente no busão em direção à Copacabana, e quicava junto com a gente nos buracos, já planejando o seu plano maléfico. Cretina...
E depois, numa esquina escura, abrimos, e as meninas sedentas esqueceram que aquilo era álcool de verdade, não era suco transparente e encheram o pote. Eu como sempre fui muito responsável, mas na minha responsabilidade veio umas tonturinhas e umas risadas impossiveis de segurar.
Depois foi só declarações de amor e amizade verdadeiras fruto de muito álcool no cérebro. Éramos em sete, sendo que eu e a Roberta íriamos depois celebrar o nosso sono na casa da Bia, junto com a Bianca. Íriamos...
Entramos, tava um som legal, cheio mas nem tanto, Ah eu comecei animadona, desci pra pista, dancei uns hits, depois subi pra procurar a Bia, mas não, a Bia foi embora porque estava passando mal. O desespero fez o alcool sumir, onde eu ia agora? E a noite legal que eu tinha planejado? Morreu. O lugar começou à lotar, a Roberta nao tava bem com a sua pessoa e meus amigos de anigamente nem haviam chegado ainda. Só pensei em sair dali o mais rápico possivel. Eles chegaram, eu agarrei a Roberta pela mão ( a guardiã), e carreguei ela comigo e deixei todo mundo lá, sem dar tchau. Aí começou a bebeeira da Rô aflorar, e todo mundo ficar rindo dela chorar, tá, até eu ri porque eu tava meio "alegrinha" apesar de estar tudo dando errado.
Convenci todos de irmos pra outro lugar. 02:30 da manhã, não passa muito ônibus, só carrinhos amarelos chamados de Táxi, mas eram sempre CARRINHOS não iam caber seis pessoas. Até que com custo conseguimos convencer um taxista cretino a levar a gente, um por cima do outro.
Ele cobrou a mais depois, claro. Estávamos agora em Ipanema, sem lugar pra sentar e a Naty com cara de "o que eu estou fazendo aqui", por incrivel eu tambem estava com a mesma cara. Mas a "alegrisse" ainda estava um pouco em minha pessoa. Mas a Rô ainda tava meio mal com a sua pessoa. Entrei no bar, e vários " Hi, Hi, Hi, Hi Brazil" pra lá e pra cá. Eu não estava com paciência mais pra isso. Depois quem eu vi? O indio-argentino-italianaccent, investindo em uma gringa, acenei pra ele e ela nos chamou até lá. Falei sei lá o que pra ele que eu não me lembro e parei de atrapalhar ele investindo na gringa.
Já eram 4 horas, 2 Já tinham ido embora, e ficamos nós quatro, ainda sem lugar pra sentar,e a Roberta começou a se animar com sua pessoa. Aí dançamos um pouco de Ferdinand, Hives, AM, Killers, e etc, e foi legal o povo animaaado fazendo côro. Os raps que eu fiz das musicas com o Eloy, e que bom que Eloy estava lá, ninguem chegava perto de mim com aquele negão de 2 metros do meu lado :)
Deu 5 horas e a Roberta estava morrendo agora, precisava comer, mas comer aonde?? Tinha que ser sanduiche da lanchonete da esquina que estava fechada. Mas ok, fomos para o Leblon na esperança de encontrar alguem na casa da Bia acordado pra abrir a porta pra gente. Pegamos outro taxista cretino que eu perguntei a ele quanto ia dar, ele disse 8, mas deu 5 no taximetro e ele disse que a gente combinou oito!! Ainda bem que eu nao vi ele falando isso, a Ro pagou, senao eu já ia mandar ele enfiar no cu os 3 reais.
Subimos, tocamos a campainha 298472984792847924 milhoes de vezes, eu liguei pra Bianca do meu trabalho de madrugada achando que era a Bianca que estava dormindo do outro lado da porta, depois acertei, liguei mais 9248729847294 de vezes mas nada... Fomos entao em busca do sanduiche encantado pra Roberta, 05 e meia da manha, escuro, sem ninguem na rua, com um homem alto com cara de "vou fazer sei lá o que com vc" seguindo a gente e eu mandando a Roberta acelerar o passo senão a gente ia morrer, mas ela tava morrendo antes, meu pé em carne viva de tanto andar e nenhum quiosque, bar, birosca, carroçinha, marmita de porteiro pra ela comer. A nao ser um senhor no ponto de onibus que disse que uma praça á dois quarteiroes dali, com certeza ia ter alguma coisa aberta. Parecia sei lá que estavamos indo to the end of the rainbow e a comida era o pote de ouro. Parecia milagre, o pote na verdade era um posto de gasolina que tinha um BOB'S dentro. Assim, a Roberta comeu, ficou bem coma pessoa dela, e eu sem pé e sem fome.
Voltamos pra Bia 6 e meia, e agora sim, iriamos encontrar alguem acordado. Iríamos...
Tocamos varias vezes, o zé da portaria interfonou zilhoes de vezes e NA-DA, parecia que todos tomaram 5 Lexotan. Solução? Dormir no Hall!!
Eu deitei atravessada no tapete e a Roberta com a cabeça na minha perna e eu sem perna nenhuma pra colocar a cabeça. Dormiamos de meia em meia hora, e nesse intervalo tocavamos mais a campainha, e o Alvinho e o Juninho latindo querendo ajudar. E enquanto isso eu ia ligando pra Bianca. Mas era uma adrenalina, seria péssimo se a mãe dela acordasse enquanto a gente dormia e nos visse naquela jeito. Mendigas do Hall! Arrasadas, eu sem sapato, toda borrada, fedida e bom... A Roberta começou a ouvir vozes de tanto que a gente esperava que alguem acordasse. Até que ás NOVE E MEIA de Domingo, a Bibi atendeu o cel e eu disse: "- Abre a porta Bianca pelo amor de Deus..." Nossa, parecia um sonho... Mas agora, pra que dormir, 9 e meia da manha?? Deitei por meia hora, troquei de roupa, acordei a Bia, a Bia tadinha ainda estava ruim, rimos de tudo o que aconteceu muito, só restava rir agora!!! Elas juraram nunca mais beber desse jeito e eu dei a Elza numas havaianas porque eu nao tinha mais pé, saí de lá, devorei um Cheddar McMelt e voltei pra casa, pra mais um dia de comemoração.

CONTINUA...

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